segunda-feira, 26 de maio de 2008

Pra refletir...

Não posso me estender hoje, mas...
Depois de um ensaio desta Canção de Assis que eu adoro, frente a um comentário interrompido que muito me interessava, pois me pareceu que estava prestes a ouvir a minha própria opinião sob um outro prisma e numa outra (importante) voz, fiquei viajando nesta questão que sempre me perseguiu e volta e meia vem à tona, martelante e instigante...
Como pode né?
Uma ação com texto dizer tanto.
Uma ação sem texto dizer tanto.
Uma ação dizer. Tantos "tantos".
Dentro da minha loucura de insistir em ser artista mesmo sabendo das instabilidades de sobrevivência (material também) que isto acarreta, vejo que está nesta "viagem" a explicação da minha insanidade. Tá aí meu motivo, minha mola propulsora, meu gatilho.
Nada. Nada me põe mais pilha do que este "mistério". Do que este "quê" que mais que nada é sensorial...
Sem muitos mais o que desenvolver agora a não ser meus pensamentos comigo mesma, "enquanto pessoa ser humano E criatura" (como costumo dizer...rss) deixo aqui as duas lembranças que me vieram à cabeça nesta noite... De dois momentos distintos. Um há mais de 15 anos atrás. De um espetáculo com texto. E música. E dança. E aquele "tanto".

Beco, a Ópera do Lixo



E de um espetáculo visto há dois anos atrás. Sem texto. Com música e dança, e outros "tantos.

Saudade em Terras d'água

Pra quem se interessar, outra hora coloco os links.

Agora as lembranças me exigem parar. E lembrar.

Lembrar principalmente que o que faz a diferença em cena, é a crença que ela existe, e isso tem a ver com apropriar-se. Entregar-se. Ser-se.
Que todos nós tenhamos bons sonhos. Sempre.
E que você Gilberto, possa dizer cada vez que agora gosta de ver teatro...
Gudináiti.

3 comentários:

Morpheus disse...

É, minha querida, estou tão apaixonado pelo teatro (o que eu quero fazer, não o que faço) que só quero falar para ouvidos atentos. Se não o são, dispenso, acredito demais no que eu tenho a dizer, mas só o farei para quem tiver a sensibilidade de entender e dividir esse amor comigo. Certamente tu és uma dessas pessoas.
Virão coisas boas. Talvez não com todos, mas sou Darwinista, acredito na seleção natural.
Beijão.
Lindo texto.

Marcos Chaves disse...

Pois é querida Lu Bendati, pena que a fala não foi dita. Deveria.

Beijos! Keep writing!

petit disse...

q lindo q escreveu e pensei muito
n sie pq mas gosto de ti..tem pessoas q nem eu sei explicar pq curto e admiro..mas é sincero...
e q coincidência te falei da peça onteme vc postou no seu blog o saudades de terra..q lindo
bjs flor..
ps:a casa da lucinha tem a melhor sala de cinema..ahahaha eba!