terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Olha eu aqui!


O ano começou a milhão.

Por incrível que pareça, só agora no feriado de Carnaval pude dar uma parada e organizar algumas coisas. Dentro e fora de mim. Coisas substanciais e outras nem tanto.

Reclamação? Não baby, não!

Sigo agradecendo a tudo, dos tombos aos vôos.

Época, apesar de atribulada, de grandes reflexões e poucos conclusões. Certezas? Sim, muitas! Desejos? Graças aos deuses, aos montes! Dúvidas? Ãrrãããã!!!!!

Período também de ponderações, de me colocar em questionamento.

A loira ri... Lembro-me que aos trinta eu ria de quem falava da crise dos trinta. Aos 31, 32 ela veio e eu calei minha boca.

Ano passado a mesma coisa... que crise dos 40 que nada! Hahaha... Toma na tua cara loira. Veio o novo ano e eu calei minha boca. Mas é uma coisa muito diferente e alentadora. Ela chega com uma certa sabedoria, não vejo uma maneira melhor de explicar. A gente percebe muitas coisas, quer dizer eu percebo em mim, não que isso seja uma regra ou padrão, mas estas coisas que às vezes nos desagradam não são tidas como falhas incuráveis. Lembro que aos 20 se eu errasse algo, ou me considerasse equivocada em algo, eu sofria até dizer chega e achava que aquilo ficaria como uma mancha na minha vida. Hoje não. Isto no que se refere a equívocos. Por que graças a muita coisa não é só disso que a gente vive. Mas é o exemplo mais fácil de se compreender.

Porque muita coisa que se passa na minha cabeça agora não tem a ver com isso e sim com mudanças de ponto de vista e isso me agrada.

Flexibilidade, calma e entrega. É nisso que estou me focando agora.

Nestes quase dois meses sem postar, muitas coisas me vieramà cabeça mas não senti vontade de colocar aqui. Uma porque poderiam ser mal entendidas, como muitas coisas que eu falo são. E outra porque sabe-se lá quem aterrisa por aqui e enfim, me incomodava o fato de poder ser lida por quem eu não gostaria que lesse ou por quem eu não tenho intimidade para me expor.

É doido demais. Ainda vou escrever mais sobre isso, sobre por a cara a tapa, como falava com um amigo. É um risco maluco, que ou se leva na boa ou sei lá muito bem o que pensar.

Outra coisa que me incomoda e nem elaborei muito a questão são as mudanças ortográficas. Resolvi me revoltar até onde for possível. Não concebo escrever idéia sem acento e muito menos tenho saco para entender essa salada de novas regras para hífens, cheias de exceção! Ai sei lá, tem coisas que ok, fazem até sentido, mas tem outras cuja explicação, pelo que entendi, é de facilitar o aprendizado, que - vamo combiná! - parece mesmo preguiça de ensinar ou pior render-se à preguiça nacional. E olha que eu cometo erros crassos. Não sei regras e nem sei explicá-las. Mas tem uma lógica interna que aprendi na escola que faz sentido. Ai enfim, é assunto mega polêmico (que eu nunca sei se tem hífen) e dá pano pra uma coleção de mangas, mas só queria declarar minha revolta.

(jogada de cabelo da loira pro lado)

Enfim, não prometo nada por que a vida tá louca, mas tentarei postar com mais freqüência (com trema e circunflexo!!!). Na real tenho me concentrado mais em comentar posts de outros blogs, mas enfim, sempre é bom soltar o verbo por aqui.

Bem, é bom até a página dois, pois às vezes solto verbos demais...

beijos divanísticos a todos e todas!

6 comentários:

Marcelo Adams disse...

Acho bom que tu tenha voltado, eu já estava ficando cansado de vir até aqui e nada! Até cloquei uma foto tua, semi-nua! no meu blog. Leitores da Lucinha, vejam a loira em tajes sumários em marceloadams.blogspot.com
Beijo!

Rodrigo Monteiro disse...

solte tb subtantivos. mas, se for largar um pronome que não seja eu.

interjeições também são boa! ai, ui! ahhhhhhhhhhhhhhhhh


rsrsrsrsrs

(ps.: rsrsrsr é uma onomatopéia!)

Helena Mello disse...

Considerando que tu tens postado por lá, vim postar por aqui. Pelo jeito temos em comum, mas, não fica brava comigo: não tive crise dos 30, nem dos 40. Tive crises quando elas vieram, independente de idade. E tinha crise todos os dias lá pelos 18. Até agora, podem nem acreditar, mas, acho que só melhora. Não tiraria nenhuma ruga da cara para voltar às inseguranças e desequilíbrios de antes. Quanto a reforma ortográfica: resistirei contigo! Haja...

meoster disse...

E eu que já ia dizer "mas tu não tem 40!", me calo aqui ao ler toda essa experiência de vida que tu exala, ao escrever esse post. Se por fora não tens 40, por dentro terias quanto?

Sabemos: não há idade para a alma.


beijinho, Lucinha :)

Daiane Oliveira disse...
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Marcos Chaves disse...

Clarice Lispector:
"- Amanhã faço dez anos. Vou aproveitar bem este meu último dia de nove anos.
Pausa, tristeza.
- Mamãe, minha alma não tem dez anos.
- Quanto tem?
- Acho que só uns oito.
- Não faz mal, é assim mesmo.
- Mas eu acho que se deviam contar os anos pela alma. A gente dizia: aquele cara morreu com 20 anos de alma. E o cara tinha morrido mas era com 70 anos de corpo."