sexta-feira, 27 de março de 2009

Audaz.


Hoje é dia de cantar uma canção, do Toninho Horta e Fernando Brant.
Por motivos muito meus. Com a elevação que ela merece. E os devidos aplausos.
"Manoel, o Audaz" * diz assim:

Se já nem sei
O meu nome
Se eu já não sei parar

Viajar é mais
Eu vejo mais
A rua, luz, estrada, pó
O jipe amarelou

Manoel, o audaz
Manoel, o audaz
Manoel, o audaz, vamos lá

Viajar
E no ar livre
Corpo livre
Aprender ou mais, tentar

Manoel, o audaz
Manoel, o audaz
Iremos tentar
Vamos aprender
Vamos lá


* Manuel, o Audaz era o nome de um jipe Land Hover de Fernando Brant, onde a mineirada do Clube da Esquina saía por Minas Gerais vivendo suas aventuras...

Cada um com suas lembranças... e homenagens...

Up, up ,up! Gracias Paco!


quinta-feira, 26 de março de 2009

Um clic.

... É, é isso.
Turbilhão de muitas coisas acontecendo sempre ao-mesmo-tempo-agora.
E ela aprende.
Observa. Reflete. Apreende.
Guarda na sua caixinha de assuntos diversos para refletir depois.
Depois é sempre quando ela menos espera.
E rouba de uma menina cheia de flores um certo jeito de escrever.
Talvez porque facilite escrever na terceira pessoa.
Talvez porque imaginar a expressão de uma terceira pessoa encha a sala de mais pessoas.
E fique mais parecido com uma festa, um encontro, e torne tudo mais leve.
Tristeza? Não. Não é pra tanto mesmo.
Pequenas partículas de crescimento ao que parece.
Mas por favor, não espalhe muito isso por aí por que ela me confessou que tem vergonha de crescer.
Ah, bobagem - você pode dizer.
Mas ela não acha bobagem. É que crescer dói. E talvez se ela crescer sem se dar conta, pode viver a ilusão de que foi sem querer, simplesmente aconteceu.
É certo que dói, mas é certo também que tem alguns "cresceres" que envaidecem, no melhor dos sentidos, não naquele da vaidade besta. No sentido do orgulho bom, sabe? Daqueles que enche-se o peito pra dizer "eu que fiz".
Então por favor, que tudo isso fique entre nós...
Neste sussurro... neste instante... e não faça movimentos bruscos, porque ela está meio concentrada e atrapalhada com tantos e tão emaranhados caminhos que - de repente - atropelaram seu trajeto.
E decidir assusta. Cumprir também. Mas é muito bom quando se acerta.
O quê? (riso) Pode sim. Vai lá, mas com carinho! Pode desejar boa sorte sim. Ela vai gostar.
E reza. É, pra que tudo se resolva.
Ela vai gostar de sentir que tem boas energias conspirando pro bem dela.

Beijo.
Te ligo sim.
Clic.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Olha eu aqui!


O ano começou a milhão.

Por incrível que pareça, só agora no feriado de Carnaval pude dar uma parada e organizar algumas coisas. Dentro e fora de mim. Coisas substanciais e outras nem tanto.

Reclamação? Não baby, não!

Sigo agradecendo a tudo, dos tombos aos vôos.

Época, apesar de atribulada, de grandes reflexões e poucos conclusões. Certezas? Sim, muitas! Desejos? Graças aos deuses, aos montes! Dúvidas? Ãrrãããã!!!!!

Período também de ponderações, de me colocar em questionamento.

A loira ri... Lembro-me que aos trinta eu ria de quem falava da crise dos trinta. Aos 31, 32 ela veio e eu calei minha boca.

Ano passado a mesma coisa... que crise dos 40 que nada! Hahaha... Toma na tua cara loira. Veio o novo ano e eu calei minha boca. Mas é uma coisa muito diferente e alentadora. Ela chega com uma certa sabedoria, não vejo uma maneira melhor de explicar. A gente percebe muitas coisas, quer dizer eu percebo em mim, não que isso seja uma regra ou padrão, mas estas coisas que às vezes nos desagradam não são tidas como falhas incuráveis. Lembro que aos 20 se eu errasse algo, ou me considerasse equivocada em algo, eu sofria até dizer chega e achava que aquilo ficaria como uma mancha na minha vida. Hoje não. Isto no que se refere a equívocos. Por que graças a muita coisa não é só disso que a gente vive. Mas é o exemplo mais fácil de se compreender.

Porque muita coisa que se passa na minha cabeça agora não tem a ver com isso e sim com mudanças de ponto de vista e isso me agrada.

Flexibilidade, calma e entrega. É nisso que estou me focando agora.

Nestes quase dois meses sem postar, muitas coisas me vieramà cabeça mas não senti vontade de colocar aqui. Uma porque poderiam ser mal entendidas, como muitas coisas que eu falo são. E outra porque sabe-se lá quem aterrisa por aqui e enfim, me incomodava o fato de poder ser lida por quem eu não gostaria que lesse ou por quem eu não tenho intimidade para me expor.

É doido demais. Ainda vou escrever mais sobre isso, sobre por a cara a tapa, como falava com um amigo. É um risco maluco, que ou se leva na boa ou sei lá muito bem o que pensar.

Outra coisa que me incomoda e nem elaborei muito a questão são as mudanças ortográficas. Resolvi me revoltar até onde for possível. Não concebo escrever idéia sem acento e muito menos tenho saco para entender essa salada de novas regras para hífens, cheias de exceção! Ai sei lá, tem coisas que ok, fazem até sentido, mas tem outras cuja explicação, pelo que entendi, é de facilitar o aprendizado, que - vamo combiná! - parece mesmo preguiça de ensinar ou pior render-se à preguiça nacional. E olha que eu cometo erros crassos. Não sei regras e nem sei explicá-las. Mas tem uma lógica interna que aprendi na escola que faz sentido. Ai enfim, é assunto mega polêmico (que eu nunca sei se tem hífen) e dá pano pra uma coleção de mangas, mas só queria declarar minha revolta.

(jogada de cabelo da loira pro lado)

Enfim, não prometo nada por que a vida tá louca, mas tentarei postar com mais freqüência (com trema e circunflexo!!!). Na real tenho me concentrado mais em comentar posts de outros blogs, mas enfim, sempre é bom soltar o verbo por aqui.

Bem, é bom até a página dois, pois às vezes solto verbos demais...

beijos divanísticos a todos e todas!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Upa!




Eu tenho um sonho.
De ver-me melhor. Sentir, respirar, inspirar alegrias tantas. Mas tantas que me façam engasgar. Me transbordar em sorrisos e satisfações.
Ter aquela sensação de que estou fervente de emoções e energias quentes.
E acreditar que esta sensação não é utópica, que não é pretensiosa, petulante, mas merecida. Que fiz por merecer.
Por isso o meu desejo grita: quero um novo ano de solo fértil para semear meu bom futuro, que eu desejo e que virá.

E aproveito esse momento-agora para agradecer (e engrandecer) o ano que está no finzinho.

Muito obrigada, dois mil e oito.

Pelo aprendizado, pelos amigos importantes que conheci e por aqueles que cultivei, pelos encantos e desencantos, pelo frio e pelo calor, pelos vôos e pelos tombos. Agradeço pelos reencontros e pela saudade, pelos sorrisos, olhares, sorvetes, lasanhas, abraços, paixões, aplausos, lágrimas, família, cafés, cigarros, chuvas, casa, coquetéis, música, vento, inspiração e tudo aquilo que não me vem à cabeça agora...

Espero ter-te apreendido com delicadeza. E recorrer-te a cada tanto. Para esclarecer-me e alertar-me, pois fostes muito intenso. Por isso importante. Por isso complexo. Por isso, repito, estou grata.

Pra ti meu reconhecimento. Minha atenção. Meus cinco sentidos. Minhas mãos abertas, palma a palma. Meu grito: Bravo!

Aplausos. Peito aberto. Te guardo em mim. A benção, 2008!
E que nossa vontade de arriscar te ilumine, 2009! Bóra viver!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Não!

Lido Loschi (GRUPO PONTO DE PARTIDA) em Beco, a Ópera do Lixo

Por favor, não apague nunca da minha memória esse brilho nos olhos.
Não me deixe esquecer da entrega fundamental de um ator em cena. E da entrega necessária para se chegar a ela.
Não me faça desistir de perseguir meus ideais.
Não afogue minhas crenças.
Eu quero acreditar no possível e no impossível. Principalmente no que parecer mais impossível. No que exige esforços e sacrifícios. Todos feitos por amor.
Porque o resultado, tenho certeza, é o mais digno e gratificante.
E completo. E me completa. E eu ainda acredito.
Mas é preciso não perceber-se sozinha. É preciso confiar. Respeitar. Crer.


domingo, 21 de dezembro de 2008

Transbordando...

Eu penso no que me move, no que me faz respirar.
No que eu aprendi como sendo o certo a se fazer.
Me julgo. Sempre. Sou muito crítica.
Erro pra caramba, eu sei. Comigo e principalmente com os outros.
Mas eu tento aprender com os erros. Os que eu percebo e os que me apontam.
Não naqueles que envolvem essa coisa burra e irracional chamada coração. Não, deixa ele. Ele tá isento dessas obrigações, vai aprender no tapa mesmo ou então vai me fazer sofrer pra sempre, ok.
Ou sim?
Sim. Talvez ele também aprenda e me represente, contraditória e apaixonada.
Por que não isentá-lo?
Porque ele está presente no meu ofício também. E é aí que meu calo dói hoje.
É nessa confusão que me encontro, inconstante e temerosa.
Percebo-me desconfiada e aflita.
Antenas ligadas.
Cansada de certas atitudes. Sedenta de poder viver minha arte como ela merece ser vivida. Com entrega e tesão. E principalmente com confiança.
Cansada de peneirar o que pode e o que não pode ser dito.
Cansada de arrogâncias, prepotências e egocentrismos.
Tô pelas tampas...
Muita gente precisava ouvir verdades. Mas não só isso. Precisava saber ouvi-las.
As pessoas se acham donas das verdades. Não tem humildade. Não admitem voltar atrás. Se iludem com elogios e dão demasiada importância ao que os outros falam.
Mas também adoram criticar. Por tabela, sempre por tabela, nunca na cara um do outro.
E então as bolas de neve se formam, os boatos inventam novas verdades e sentimentos verdadeiros se envenenam de invejas, ciúmes e mágoas.
E sonhos vão desmoronando. Moinhos de Vento tornam-se monstros.
E nem sempre se tem forças para ser eternos Don's Quixote's.
Uma pena.
Estou de saco cheio disto. Procuro respostas. Ou pelo menos sinais de para onde seguir.
Ou de como viver minha arte. Com gozo.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Ser gente grande...

É fazer projetos e vê-los acontecendo.
E lutar para que eles permaneçam.
É lutar pelo que se acredita e conseguir vencer.
Sentir-se gente grande é acreditar sempre em seus sonhos, mas como se fossemos crianças ainda, com o mesmo brilho nos olhos e a energia da brincadeira sempre no ar.
Sentir-se criança é olhar amigos concretizando seus projetos, divulgando suas conquistas e regando seus jardins, espalhando aos quatro ventos seus feitos. Como me acontece agora.
Ser guerreiro é fazer arte e sobreviver com ela e por ela.
Não, não estou me rasgando nem puxando o saco de ninguém só pra parecer bonito. Só estou aplaudindo, incentivando e divulgando mais este projeto digno de muitos "bravo's" do Grupo Ponto de Partida. É a Bituca - Universidade de Música Popular, um espaço surgido de muito trabalho sério e dedicado, deste GRUPO DE TEATRO que é pra mim dos mais atuantes e comprometidos com o verdadeiro sentido da arte. Um GRUPO com letra maiúscula e propósitos maiúsculos também. Gente GRANDE, com todos os significados que isso possa ter. Digo porque os conheci bem de perto. Ainda não conheço a Bituca, mas tenho certeza pela empenho e seriedade deles que é um projeto louvável.
E sim! Muitos ali são meus amigos! Amo-los! Isto é demérito? É não! Quem me conhece sabe o quanto esta loira é "cri-cri"... Eu não apoiaria se não acreditasse mesmo.
Mas... se a minha palavra não basta... vão lá e confiram. E divulguem!