quarta-feira, 28 de abril de 2010

Nova temporada!


Isso mesmo, voltaremos a cartaz a partir desta sexta-feira dia 30 de abril. E agora não tem desculpa hein? Serão 5 finais de semana! Em alguma dessas 15 oportunidades tu vais assistir! Te espero lá!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Lembranças... saudades... suspensão

Raquel Nicoletti em ação
Eu suspensa...
O friozinho se ensaia...
Uma delicia pra mim que faço parte da turma que não suporta calor.
Chego em casa do ensaio e um recado no orkut acalenta o coração. Tão bom saber das pessoas queridas e saber que a gente ocupa no coração do outro um mesmo espaço carinhoso reservado a ele em nós.
No último sábado, numa experiência que tem sido estranha em mim - a de ficar com a família à tarde, coisa que não me acontecia com freqüencia pois sempre estava em temporada com as peças infantis - convidei a minha irmã e minha sobrinha para assistir ao episódio de "longe de casa", exibido pela RBS, que aborda a vida de gaúchos que moram fora do Brasil. A personagem de sábado passado era uma amiga e ex-colega do DAD por quem sempre tive um enorme carinho. Raquel Nicoletti.
Ah... a Raquel! Com os olhos marejadinhos d'água fui acompanhando minha doce amiga, que narrava seu dia-a-dia em Lisboa em bom português "de Caxias" com pitadas de Lisboenses... hehehe... Um encanto... A voz sincera, o humor seco e único, o sorriso amplo, por vezes um ar melancólico.
Juliet, minha doce Juliet. Até hoje a chamo assim pois passamos pelo maior desafio de todos na faculdade, em uma cadeira de interpretação com a maravilhosa Gina Tocchetto: ela nos colocou para fazer uma cena de Romeu e Julieta. Eu era a Ama e Raquel a Julieta, é claro, pelo menos a Gina não foi tão insana de fazer ao contrario...
Pausa. Penso: E por que não? Teria sido divertido! Hahaha.
Pois era esse o ponto. Não era para ser uma dramalhão, mas quem conhecia a Raquel, sabia que fazer a Juliet era um transtorno pra ela. Pois era pra ser realista. E a Raquel... ela nasceu meio clown! Existe isso? Nascer "meio" clown? É a única definição que me ocorre.
Sempre ria muito ao lado dela, nas festas, nas viagens, nos reveillons, na produção pras festas a fantasia... Putz, em que encrenca a gente se meteu. E eu pra completar, tinha assistido ao Romeu e Julieta do Galpão, do Zeffirelli e mais quinhentas montagens com Amas ótimas a me perseguir e eu tentando fugir dquelas referências pra criar a minha própria.
Decidimos então "ousar". Vamos pra rua. Façamos na porta do DAD (aquela da entrada da Alziro Azevedo, pela Salgado Filho). Ué, a Ama não vem da rua, depois de falar com o Romeu? Bóra pra rua então!
E foi o máximo! Ralamos horrores! A Gina nos encheu até chegar o resultado... e como valeu... coisa boa estes desafios.
E pronto, dali pra frente Raquel foi pra sempre minha Juliet, que primeiro fez as malas pra ir pro Rio, acho que pra Escola de Circo e de lá, mandou e-mail pra Portugal, chamaram ela e a Fê Avellar, outra doçura que agora é mamãe do lindo Gabriel, e as duas malucas foram! Assim, foram!
E neste sábado, me deu uma alegria de ver a minha amiga lá... Fazendo o que gosta, dando aulas e amando cada vez mais a arte.
Mas quando passa muito tempo e a gente perde um pouco o contato com amigos que viajam para longe a gente sempre acaba achando que foi esquecido, ou mesmo que a saudade é uma onda que só vai e não volta do mar...
E por isso hoje a felicidade me invadiu, numa onda renovadora, como aquelas que mergulhávamos nos reveillons em Santa.
E durmo contente, ainda com as frases finais da minha amiga no programa de sábado onde ela disse: quem tem saudade tem poder, quem tem saudade tem por quem ter.

A benção doce Juliet, seja cada dia mais feliz!
Grande beijo de quem te ama...
"Ama".

segunda-feira, 29 de março de 2010

"Xaxados e Perdidos", uma benção!

Foto: Cláu Paranhos
Terceiro sinal.
Senhores passageiros, apertem os cintos, seremos transportados para outra atmosfera.
Aqui e agora, bastando para isso abrir-se e tornar-se disponível para absorver os acordes que do palco irão brotar.
E entra em cena o trio - como se não bastasse a competência musical - mais simpático e harmonioso que eu me lembro ter visto nos palcos daqui.
Começam à capela num "padabadá" harmônico, E Simone Rasslan se encaminha para o teclado. Beto Chedid e Alvaro Rosacosta colocam-se junto a seus vários instrumentos também.
E está feito.
Criado um novo mundo, uma nova energia.
O cenário de Alvaro Vilaverde, de grandes fuxicos de chita, pequenas instalações com altares de santos e o complemento da ótima iluminação do Bathista Freire resultam com maestria num objetivo: aconchegar.
Não há como sentir-se acoado ou impassível, ou mesmo frio ao que nos é apresentado. O figurino de Madalena Rasslan para Simone e a composição de figurino de Alvaro e Beto contribuem, pois deixam os músicos tão à vontade quanto a gente que os recebe de coração aberto.
Não sou nenhuma especialista nesta área e graças a deus isto não é nem se pretende uma crítica. Vamos dizer que é um relato de impressão, ou talvez o melhor seria dizer de "sensação".
A sensação que saí do espetáculo musical "Xaxados e Perdidos" foi a de ter elevado a alma. Saí abençoada, renovada, completa.
Viajei pelo Brasil ontem à noite, ali sentada na platéia do Teatro do Sesc. E se eu olhasse pro lado, coisa que acho improvável, pois estava hipnotizada, talvez eu visse rodas de viola, Rios São Francisco, e montes de cenários encantadores no nosso país.
Mas acima de tudo, me senti em casa. E é esse o grande mérito desse espetáculo. A interpretação das músicas na voz de Simone em conjunto com Alvaro e Beto e os arranjos criados para esse repertório são uma benção. Arrepiam de tão lindos. A sonoridade cativa. As "surpresas" são bem-vindas. Coloquei entre aspas, pois já tinha visto o espetáculo na estréia, e sabia que havia a participação de um grupo coral na platéia. Mas tudo me parecia a primeira vez.
Percebi com satisfação, o quanto o espetáculo evoluiu, está mais fluido e acabado. E escolha do repertório é para mim, acertadíssima. E Simone diz a que veio. É doce, maternal e por vezes forte e agressiva na interpretação das músicas. Por que as conhece e domina. E sabe usar seus intrumentos.
Suspiro. Era isso. Daqui pra frente só posso me repetir.
Então me resta agradecer, mais uma vez. E desejar vida longa ao "Xaxados...". E que não se percam dos nossos palcos, pois quero viver isso mais vezes.

Muitas vezes!


quarta-feira, 10 de março de 2010

domingo, 31 de janeiro de 2010

Marketing é tudo nessa vida!

Pois bem, o novo ano começou, a mil para variar, o primeiro mês termina hoje e muita água já rolou e vai rolar. Amanhã, depois de não sei quantos anos se tirar férias, finalmente vou passar uma semaninha no Rio de janeiro com minha amigona Rô Milani, que já mora lá há 7 anos mais ou menos e nem a casa dela eu conheço. Estão previstos uns dias em Búzios também (sim to me sentindo os chiques da novela...).
E no meio de tantos acontecimentos, coisas boas também vieram à tona depois do último post.
Principalmente coisas profissionais, que divido aqui com vocês.
Em primeiro lugar, as 8 indicações do Avarento para o Prêmio Açorianos 2009, incluindo a minha para atriz coadjuvante (pela primeira vez fui indicada a um Açorianos).

"O Avarento" - 8 indicações para o Açorianos - Foto: Luciano Sousa
Certo, esperávamos para espetáculo também, mas não vou entrar neste mérito. Já participei de todas as formas deste prêmio (como jurada inclusive). Já ganhei e não ganhei. Nunca se satisfazem todos os anseios, e os critérios são sim, relativos e questionáveis. Fazer o que? Eu prefiro vibrar e reverter as indicações em marketing. No final, é o suco que se tira do limão.
Fora a indicação ao Avarento, fui indicada também para o Prêmio Tibicuera de melhor atriz pelo Gipogá da Menina das Estrelas e de atriz coadjuvante pelo Miguel do Peter Pan.

"Gipogá" Foto: Livia Auler

"Miguel" Foto: Sérgio Souza

Acontecimento histórico pra mim, nunca tinha sido tão indicada assim. E por personagens tão diferentes. Um velho, um bebê de fraldas e uma mulher trambiqueira que se disfarça de comissário. Tomara que não gere crise de identidade, hehehe. Enfim, estou feliz pelo reconhecimento. A lista completa das indicações vc encontra aqui .
E antes de o ano acabar, ainda tiveram as colunas do Antonio Hohfeldt no Jornal do Comércio de 24/12/2009 e 31/12/2009 onde ele colocou os destaques do ano no teatro adulto e infantil e nos dois casos destacou meus trabalhos, no Avarento e no Peter Pan.
E ainda houve no final do ano a re-publicação de uma entrevista minha, dada ao Reissoli Moreira que agora contribui com o site "Artista Gaúchos". Quem quiser conferir, é só clicar aqui.
No mais, hoje último dia de "O Avarento" no Porto Verão Alegre, às 21 horas no Teatro Renascença. Não deixe de assistir!

"O Avarento" Foto: Luciano Sousa
Depois, uma semana de férios no Rio!
Na volta, dias 9, 10 e 11 defevereiro tem "Dona Gorda", ainda no PVA, na Sala Carlos Carvalho da CCMQ.
Aguardem as novidades!
beijos em todos e todas!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Virando a página!


Ei 2010...
Vou te plantar com cuidado e carinho...
E desejar bons acontecimentos.
Aprendi muito no ano que passou.
Em momentos bons e ruins.
E cresci. E vou crescer mais.
Pero sin perder la ternura jamás.

Beijos a todos e todas.
Muita delicadeza e gentileza no novo ano.
E amor e brincadeiras.
E sementes plantadas que sejam bem tratadas e se desenvolvam grandiosas em solo fértil.

Ano que vem estou de volta.
Um brinde!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A cara à tapa...


A vida me dá tapas, bofetões, mega bofetadas.
E eu sempre abraçando a postura da fortona, a esclarecida, a consciente, madura, focada.
Mas me cansa.
Só eu sei como eu sou por dentro.
Como me machuca ser assim.
Como me revolve as entranhas não ter meios termos pra falar.
E ter que ser a analista e a analisada de mim mesma dizendo: ta te fazendo de vítima.
Estou? Talvez esteja sim. Ou simplesmente esteja me permitindo por pra fora o que nunca coloco.
Mania de perfeccionismo. De achar que blog é quase uma publicação jornalística. . É nada, é um diário-desabafo virtual. Pelo menos até a página dois.
Tenho refletido muito a respeito de amizade (nossa, como eu ando reflexiva...).
E sei que não tenho as verdades em mim.
Sei que sou super equivocada em várias coisas.
Mas não consigo aceitar que ser amigo é dizer o que o amigo quer ouvir. Sempre vou acreditar que ser amigo é dizer o que o amigo precisa ouvir.
Mesmo que doa, mesmo que machuque. Assim como eu gosto de ouvir verdades duras.
Gostar é modo de dizer. Ninguém gosta, se as verdades não são doces.
Vai dizer: Coisa boa ouvir de um amigo um elogio sincero? Bah, a gente é tão maluco, que não acredita quando o elogio vem do amigo. Acha que ta só agradando, só porque é amigo.
E então, quando o amigo critica ou abre teus olhos, tu te ofende. Fica de cara. Imagina sei lá o que, de repente até imagina que o amigo quer te por pra baixo!
Imagina! Um amigo!
Na minha terra – família onde me criei – amigo vem acima de tudo. É com quem a gente tem que se preocupar pro resto da vida. Minha mãe dizia que era capaz de matar por um amigo. E quer saber? Eu acredito que era mesmo. Me deu muitas vezes provas disso, sem precisar matar ninguém.
Mas eu ando meio ressabiada. Acho que não tenho muito jeito com as pessoas. Não sou boa com jogos sentimentais. Ou talvez devesse dizer que não saiba conduzir muito bem uma amizade. Sabe aquilo? Que sempre dizem que o melhor é tu chegar às conclusões e não recebê-las de mão beijada? Que a gente não deveria responder o que a pessoa pergunta, deveria responder “céu” ao invés de dizer “azul”? Deveria levar a pessoa a concluir sozinha. E aí num belo dia, por motivos alheios ou como hoje que chove às pencas, ao invés de dizer “azul”, a pessoa diz: chuva, molhado, água, vou me afogar! O que se faz numa hora dessas? O amigo quer ouvir “amarelo” e tu queres que ele conclua “azul”. Ele quer as estrelas do céu e tu queres dizer que o céu vem antes de tudo. Ai difícil. Muito difícil.
Eu, cá da minha janela vendo a chuva cair, só espero que não tenha me machucado a toa. Espero eu também aprender a calar a boca um pouco mais.
E agradeço pelo ombro. Sempre é bom falar. Mesmo que sejam palavras amargas.