sábado, 11 de julho de 2009

Abençoa o nosso ofício...

Adriana Marques: Saudades já.

Ô seu moço aí de cima...
Eu tava quietinha sem escrever há um tempo... tava na minha, sem manifestar opiniões pra evitar mal entendidos.
Mas também não dá pra ficar calada sempre.
Tive que vir aqui, bater pé, e dizer umas coisinhas.
E não adianta querer que eu aceite e engula quietinha as coisas e me conforme, coisa e tal.
Porque quando um troço não faz sentido, não parece justo, a gente se revolta, se debate, fica indignado.
E se pergunta novamente e sempre os porquês.

Então hoje, seu moço todo-poderoso, vá me desculpar, mas eu fiquei de cara, tá?
E com o senhor to de mal por enquanto.

E pra ti, querida Adriana Marques, quero deixar aqui registrado o meu beijo enorme e carinho sempre. Minha admiração e respeito pela tua trajetória e lembranças emocionadas de momentos de muita alegria, criatividade e generosidade juntas.

Vai lá guerreira, canta pros anjos saírem dessa pasmaceira, bota fogo neste céu, faz o povo se contagiar da tua risada e energia.

Tá, confesso que não gostei dessa tua saída à francesa, tu podia ter ficado mais por aqui... Mas não vou brigar contigo, não agora. Outra hora talvez te dê uns puxões de orelha.

No mais, saudade.
Brilha aí mulher. Tu és uma estrela. Aplausos pra ti. Valeu!


segunda-feira, 6 de abril de 2009

E então...

... ela cansou.
De um monte de coisas. E de outras simplesmente encheu o saco. Assim simples. Como deve(ria) ser. E foi dormir.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Procurando bem...

...todo mundo tem pereba, só a bailarina que não tem.
Não tem?
Mesmo mesmo?
Tem sim, dona moça, ninguém é perfeito não...
Apesar da ponta de pé linda da senhorita, do alto de suas sapatilhas de pontas, quantos esparadrapos foram usados para se proteger, né?
Muito muito.
Sempre sempre.
Cada um se protege do seu jeito. Como pode. Como consegue.
Porque é preciso. Senão passa o trator e... ploft!
Então, força na peruca e respire fundo para erguer a cabeça.
E enfrentar as batalhas, firme e forte e de peito aberto.
Mas atenção: peito aberto, sim, mas só até a página dois.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Audaz.


Hoje é dia de cantar uma canção, do Toninho Horta e Fernando Brant.
Por motivos muito meus. Com a elevação que ela merece. E os devidos aplausos.
"Manoel, o Audaz" * diz assim:

Se já nem sei
O meu nome
Se eu já não sei parar

Viajar é mais
Eu vejo mais
A rua, luz, estrada, pó
O jipe amarelou

Manoel, o audaz
Manoel, o audaz
Manoel, o audaz, vamos lá

Viajar
E no ar livre
Corpo livre
Aprender ou mais, tentar

Manoel, o audaz
Manoel, o audaz
Iremos tentar
Vamos aprender
Vamos lá


* Manuel, o Audaz era o nome de um jipe Land Hover de Fernando Brant, onde a mineirada do Clube da Esquina saía por Minas Gerais vivendo suas aventuras...

Cada um com suas lembranças... e homenagens...

Up, up ,up! Gracias Paco!


quinta-feira, 26 de março de 2009

Um clic.

... É, é isso.
Turbilhão de muitas coisas acontecendo sempre ao-mesmo-tempo-agora.
E ela aprende.
Observa. Reflete. Apreende.
Guarda na sua caixinha de assuntos diversos para refletir depois.
Depois é sempre quando ela menos espera.
E rouba de uma menina cheia de flores um certo jeito de escrever.
Talvez porque facilite escrever na terceira pessoa.
Talvez porque imaginar a expressão de uma terceira pessoa encha a sala de mais pessoas.
E fique mais parecido com uma festa, um encontro, e torne tudo mais leve.
Tristeza? Não. Não é pra tanto mesmo.
Pequenas partículas de crescimento ao que parece.
Mas por favor, não espalhe muito isso por aí por que ela me confessou que tem vergonha de crescer.
Ah, bobagem - você pode dizer.
Mas ela não acha bobagem. É que crescer dói. E talvez se ela crescer sem se dar conta, pode viver a ilusão de que foi sem querer, simplesmente aconteceu.
É certo que dói, mas é certo também que tem alguns "cresceres" que envaidecem, no melhor dos sentidos, não naquele da vaidade besta. No sentido do orgulho bom, sabe? Daqueles que enche-se o peito pra dizer "eu que fiz".
Então por favor, que tudo isso fique entre nós...
Neste sussurro... neste instante... e não faça movimentos bruscos, porque ela está meio concentrada e atrapalhada com tantos e tão emaranhados caminhos que - de repente - atropelaram seu trajeto.
E decidir assusta. Cumprir também. Mas é muito bom quando se acerta.
O quê? (riso) Pode sim. Vai lá, mas com carinho! Pode desejar boa sorte sim. Ela vai gostar.
E reza. É, pra que tudo se resolva.
Ela vai gostar de sentir que tem boas energias conspirando pro bem dela.

Beijo.
Te ligo sim.
Clic.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Olha eu aqui!


O ano começou a milhão.

Por incrível que pareça, só agora no feriado de Carnaval pude dar uma parada e organizar algumas coisas. Dentro e fora de mim. Coisas substanciais e outras nem tanto.

Reclamação? Não baby, não!

Sigo agradecendo a tudo, dos tombos aos vôos.

Época, apesar de atribulada, de grandes reflexões e poucos conclusões. Certezas? Sim, muitas! Desejos? Graças aos deuses, aos montes! Dúvidas? Ãrrãããã!!!!!

Período também de ponderações, de me colocar em questionamento.

A loira ri... Lembro-me que aos trinta eu ria de quem falava da crise dos trinta. Aos 31, 32 ela veio e eu calei minha boca.

Ano passado a mesma coisa... que crise dos 40 que nada! Hahaha... Toma na tua cara loira. Veio o novo ano e eu calei minha boca. Mas é uma coisa muito diferente e alentadora. Ela chega com uma certa sabedoria, não vejo uma maneira melhor de explicar. A gente percebe muitas coisas, quer dizer eu percebo em mim, não que isso seja uma regra ou padrão, mas estas coisas que às vezes nos desagradam não são tidas como falhas incuráveis. Lembro que aos 20 se eu errasse algo, ou me considerasse equivocada em algo, eu sofria até dizer chega e achava que aquilo ficaria como uma mancha na minha vida. Hoje não. Isto no que se refere a equívocos. Por que graças a muita coisa não é só disso que a gente vive. Mas é o exemplo mais fácil de se compreender.

Porque muita coisa que se passa na minha cabeça agora não tem a ver com isso e sim com mudanças de ponto de vista e isso me agrada.

Flexibilidade, calma e entrega. É nisso que estou me focando agora.

Nestes quase dois meses sem postar, muitas coisas me vieramà cabeça mas não senti vontade de colocar aqui. Uma porque poderiam ser mal entendidas, como muitas coisas que eu falo são. E outra porque sabe-se lá quem aterrisa por aqui e enfim, me incomodava o fato de poder ser lida por quem eu não gostaria que lesse ou por quem eu não tenho intimidade para me expor.

É doido demais. Ainda vou escrever mais sobre isso, sobre por a cara a tapa, como falava com um amigo. É um risco maluco, que ou se leva na boa ou sei lá muito bem o que pensar.

Outra coisa que me incomoda e nem elaborei muito a questão são as mudanças ortográficas. Resolvi me revoltar até onde for possível. Não concebo escrever idéia sem acento e muito menos tenho saco para entender essa salada de novas regras para hífens, cheias de exceção! Ai sei lá, tem coisas que ok, fazem até sentido, mas tem outras cuja explicação, pelo que entendi, é de facilitar o aprendizado, que - vamo combiná! - parece mesmo preguiça de ensinar ou pior render-se à preguiça nacional. E olha que eu cometo erros crassos. Não sei regras e nem sei explicá-las. Mas tem uma lógica interna que aprendi na escola que faz sentido. Ai enfim, é assunto mega polêmico (que eu nunca sei se tem hífen) e dá pano pra uma coleção de mangas, mas só queria declarar minha revolta.

(jogada de cabelo da loira pro lado)

Enfim, não prometo nada por que a vida tá louca, mas tentarei postar com mais freqüência (com trema e circunflexo!!!). Na real tenho me concentrado mais em comentar posts de outros blogs, mas enfim, sempre é bom soltar o verbo por aqui.

Bem, é bom até a página dois, pois às vezes solto verbos demais...

beijos divanísticos a todos e todas!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Upa!




Eu tenho um sonho.
De ver-me melhor. Sentir, respirar, inspirar alegrias tantas. Mas tantas que me façam engasgar. Me transbordar em sorrisos e satisfações.
Ter aquela sensação de que estou fervente de emoções e energias quentes.
E acreditar que esta sensação não é utópica, que não é pretensiosa, petulante, mas merecida. Que fiz por merecer.
Por isso o meu desejo grita: quero um novo ano de solo fértil para semear meu bom futuro, que eu desejo e que virá.

E aproveito esse momento-agora para agradecer (e engrandecer) o ano que está no finzinho.

Muito obrigada, dois mil e oito.

Pelo aprendizado, pelos amigos importantes que conheci e por aqueles que cultivei, pelos encantos e desencantos, pelo frio e pelo calor, pelos vôos e pelos tombos. Agradeço pelos reencontros e pela saudade, pelos sorrisos, olhares, sorvetes, lasanhas, abraços, paixões, aplausos, lágrimas, família, cafés, cigarros, chuvas, casa, coquetéis, música, vento, inspiração e tudo aquilo que não me vem à cabeça agora...

Espero ter-te apreendido com delicadeza. E recorrer-te a cada tanto. Para esclarecer-me e alertar-me, pois fostes muito intenso. Por isso importante. Por isso complexo. Por isso, repito, estou grata.

Pra ti meu reconhecimento. Minha atenção. Meus cinco sentidos. Minhas mãos abertas, palma a palma. Meu grito: Bravo!

Aplausos. Peito aberto. Te guardo em mim. A benção, 2008!
E que nossa vontade de arriscar te ilumine, 2009! Bóra viver!