quarta-feira, 30 de julho de 2008
Do querer...
quarta-feira, 23 de julho de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
deste momento...

sábado, 5 de julho de 2008
De pequenos notáveis...

sexta-feira, 4 de julho de 2008
Do avesso...

Uma vez escrevi para um amigo, ou disse, não importa, fazem anos isso e ele me lembrou há uns meses atrás a seguinte frase " por vezes as palavras não me bastam". Ele disse que nunca tinha esquecido desta frase. E veio me falar porque havia usado em uma música. Pra tu ver... Como as coisas chegam na gente de maneiras diversas. Como o sentido que elas tomam são diferentes...
Sei lá por que raios eu falei aquilo, provavelmente no século passado e muito provavelmente num ímpeto adolescente de fazer alguma poesia com algum impacto enfim. Ou até quem sabe, por um milagre qualquer, eu tenha dito isto num contexto complexo.
Sei que neste momento-hoje-agora... sim. As palavras não me bastam.
Por estar na hora certa no lugar certo (meu templo pessoal) assisti ao que precisava assistir - e graças!... sozinha. Graças? Como assim loira? Tu ficou mandando torpedos a todos as pessoas que achavas que tinham que estar conectados àquilo naquele instante contigo... como assim? É... eu quis muito que algumas pessoas especiais vivessem aquilo, mesmo que de longe, comigo. Mas de longe. Porque tinha que absorver tudo aquilo na solidão.
E então... I'm sorry, tentei escrever mais, mas não dá. Não agora, não por obrigação. Minha alma artista tomou um porre e está em êxtase. Preciso mergulhar em meus devaneios, filtrar o que de maravilhoso e brilhante eu vi e ouvi e compactuo, questionar e até mesmo deletar o que eu entenda por "bobagens" mas, com o sentimento de ter visto a nossa arte - no mínimo - levada a sério, dormir orgulhosa.
Ia falar da parte "divertida" do dia, postar fotos. Mas não cabe agora. Não hoje.
Seria brochar este momento.
Boas noites...
terça-feira, 1 de julho de 2008
Um bolo... STOMP! ... e idéias...

Então, assinale aí (verdadeiro ou falso):
- O dia e hora mais non-sense para se reunir os amigos para um bolo (bolo mesmo - a torta) de aniversário é uma segunda-feira às 23 horas. É lógico que ninguém virá, e se vierem sairão dentro de no máximo uma hora.
( )verdadeiro
( )falso
Bom, como me acostumaram a respeitar a opinião alheia (e às vezes eu consigo fazê-lo) vou aceitar quem assinalou verdadeiro, masssss....
Não foi o que aconteceu ontem, portanto a resposta certa para a questão - se os envolvidos forem grande parte do elenco (ééé... faltou o Zé e o Cacildo!) do Grupo Farsa é: Falsoooo.

E como se não bastasse o encontro ter sido recheado de muitas opiniões sobre as facilidades e dificuldades de reproduzir o som/imagem/performance do STOMP, depois de um determinado momento - estranhamente depois que o diretor se recolheu aos seus aposentos (será um motim surgindo no ar?) - idéias começaram a fervilhar naquela sala colorida. Será que todas as salas do mundo são coloridas? Hmm, outra hora reflito a esse respeito (a loooouca!).
Mas o bom disso tudo foram as idéias fervilhando... Que espero não se percam no tempo nem virem viagem de uma madrugada (aquelas coisas que usamos chamar de conversa de bar). Me enchi de ânimo e senti finalmente que algo como um "espirito de grupo" estava vibrando no ar.
Quero. Quero muito. Não que não estejamos vivenciando isso desde o início dos ensaios do Avarento e também não significa que a Canção não tenha isso em suas entranhas. Mas para mim, esses momentos que surgem de devaneios em conjunto caracterizam o que pra mim é fundamental na elaboração de um projeto, uma linha, uma linguagem de trabalho, pesquisa, criação.
Me coloca mais dentro de universo, acredito que quando a gente se sente "parteira" de uma nova idéia, temos uma verdade expontânea naquilo. Não que não se possa comprar uma idéia e abraçá-la de corpo e alma por identificação, é como uma adoção e sendo assim é repleta de carinho e entrega também. Mas os filhos de sangue - quando muito desejados - acredito que tenham essa qualidade diferente...
Sendo assim, dedos cruzados e uma torcida interna, que todos invistam nesta idéia, nesta gestação. O sexo e a feição do que virá não importa, desde que tenha MUITA saúde. E terá.
E só pra não acharem que tudo ontem se resumiu em conversas mirabolantes, aqui vai uma imagem do finalzinho do bolo-reunião que virou um bolo de idéias...
sexta-feira, 27 de junho de 2008
De raízes e essência...
Tem momentos na vida da gente que o chão some.
Tudo perde o sentido. A atmosfera é outra. Por mais que a gente saiba que aquele dia é comum e mais um dia, parece que o mundo virou do avesso.
A nossa identidade fica embaçada, confusa e sem cor própria.
Bom, não é preciso mastigar mais essa informação, quem já passou por isso sabe do que estou falando.
Passei por isso há mais ou menos um ano e meio atrás.
E precisava me reencontrar, me recompor, me reciclar, renascer. Cavocar em mim minha essência. Recriar novas raízes.
É incrível como nestas horas, inevitavelmente nos apegamos à música. Meu Deus, como a gente ouve música quando quer se achar, se perder, se apaixonar, se purgar. Como é forte isso.
Bom... eu naquele momento comecei a pesquisar coisas novas. Baixar pela internet coisas antigas que eu só tinha nos meus amados e lendários discos de vinil, procurar novas vozes, novos timbres para a minha reciclagem. E foi nessa busca que encontrei esse músico aí. Na verdade foi procurando tudo o que eu podia encontrar de Zélia Duncan que encontrei o "tal" de Fred Martins.
Buscava Zélia Duncan porque sempre digo aos meus amigos: quer me conhecer? Escute TUDO de Zélia Duncan. As músicas ruins tu deleta, como deleta meus defeitos, e as boas, escuta várias vezes. Lê suas letras. Seu humor na escolha de repertórios, como do cd "Eu me transformo em outras". Aliás, indico a quem gosta de música brasileira da boa, rsss.
Pois bem, como se não bastasse descobrir que o tal do Fred era o autor de algumas músicas que eu amava da Zélia (e que nunca tinha me atinado de ler no cd), como "Flores" e "Hóspede do Tempo", descobri esta música aqui, que tornou-se um chá de essência, de raízes, para os dias que eu perco um pouco o prumo e preciso me energizar.
A letra já diz tudo. Mas se quiserem ter o prazer de conhecer um pouco mais deste músico (e porque não dizer, de mim), fiquem à vontade. Escutar esta música me lembrou uma música do Milton Nascimento chamada "Certas Canções" que diz: "certas canções que ouço/cabem tão dentro de mim/que perguntar carece/como não fui eu que fiz..." É o que sinto e o que senti ao ouvir esta música pela primeira vez.
Com licença, vou mergulhar um pouco em mim... aumente o som, e boa noite...
de Fred Martins
Há música em mim quando acordo cedo
